{"id":20019,"date":"2025-01-30T22:16:51","date_gmt":"2025-01-31T01:16:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pmp.patrocinio.mg.gov.br\/?p=20019"},"modified":"2025-01-31T10:13:33","modified_gmt":"2025-01-31T13:13:33","slug":"historia-do-municipio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pmp.patrocinio.mg.gov.br\/portal\/historia-do-municipio\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Munic\u00edpio"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p>Os primeiros registros da conquista do nosso territ\u00f3rio aconteceram no ano de 1668, quando o bando de Louren\u00e7o Castanho Taques, alcan\u00e7ou&nbsp; o planalto do Catigu\u00e1, nome dado pelos negros&nbsp; e \u00edndios ao local onde hoje se ergue nossa cidade, Patroc\u00ednio. Esse bando de Louren\u00e7o bateu contra os \u00edndios catigu\u00e1s, massacrando os arax\u00e1s, indo al\u00e9m de Paracatu, muitas l\u00e9guas ao norte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/Louren\u00e7o_Castanho_Tasques.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio de Patroc\u00ednio teve seu surgimento com a passagem e tamb\u00e9m com o ponto de parada dos bandeirantes, que por aqui passavam tendo como objetivos principais: ponto de abastecimento de suas bandeiras e de acomoda\u00e7\u00e3o. Em meados do s\u00e9culo XVII, por volta&nbsp; de 1690, partindo de Sababu\u00e7u, o lend\u00e1rio bandeirante Anhanguera denominado Bartolomeu Bueno da Silva, atravessou a regi\u00e3o rumo a terra dos goiazes, passando pela regi\u00e3o norte onde seria a nossa futura Patroc\u00ednio, \u00e0 beira do Rio Dourados. Os mineradores de Minas Gerais come\u00e7aram a se transferir para as localidades das goianas, em 1729 devido \u00e0 descoberta de minas em Goi\u00e1s. Ent\u00e3o, o governo portugu\u00eas, visando \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do Capit\u00e3o Gomes Freire e Martinho de Mendon\u00e7a,&nbsp; fez a abertura de uma estrada a qual foi denominada de Picada de Goi\u00e1s, que ligava Pitangui a Goi\u00e1s, tendo como trajeto Lagoa Seca (Patroc\u00ednio).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/Anhanguera.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por volta do ano de 1736, a mando do Governador Martinho Mendon\u00e7a, foi aberta a estrada, saindo de Pitangui rumo a noroeste, passando junto ao Catigu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na metade do s\u00e9culo XVIII, esta regi\u00e3o era o foco da pol\u00edtica de expans\u00e3o do territ\u00f3rio mineiro, demarcada pelo Conde de Valadares, Capit\u00e3o-General de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi no ano de 1771 que o Conde de Valadares solicitou ao Capit\u00e3o In\u00e1cio de Oliveira Campos que fizesse explora\u00e7\u00f5es e escava\u00e7\u00f5es naquela regi\u00e3o. Ele partiu de Pitangui, chegou aos campos de Catigu\u00e1 ou Salitre, destruindo grandes quilombos no vale do Rio Dourados e, em 1773, iniciou o primeiro n\u00facleo de habita\u00e7\u00e3o &#8211; a fazenda do Brumado dos Pav\u00f5es (brumado significa \u201cbaga\u00e7o da cana de a\u00e7\u00facar\u201d),&nbsp; desenvolvendo l\u00e1&nbsp; a cria\u00e7\u00e3o&nbsp; de gado bovino e agricultura de subsist\u00eancia, local que mais tarde se tornou posse da Vila de Pintangui.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00e1cio de Oliveira Campos foi o fundador da cidade de Patroc\u00ednio no ano de 1772, vindo para c\u00e1 com a finalidade de buscar ouro a mando do Conde de Valadares, Governador da Prov\u00edncia de Minas Gerais. Estabeleceu-se no local com uma fazenda de cria\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, para abastecimento dos viajantes que transitavam de Minas para Goi\u00e1s, passando por Pitangui.<\/p>\n\n\n\n<p>O Capit\u00e3o In\u00e1cio de Oliveira Campos logo que aqui chegou adoeceu, sofrendo&nbsp; uma paralisia&nbsp; e ficando completamente inv\u00e1lido.<\/p>\n\n\n\n<p>Dona Joaquina do Pomp\u00e9u, sua esposa, ficou administrando a grande fazenda que era a incomensur\u00e1vel Sesmaria do Esmeril. Ela tornou-se uma aut\u00eantica patriarca, enviando gado para o Rio de Janeiro a fim de auxiliar as tropas&nbsp; de&nbsp; Dom Pedro I na luta pela Independ\u00eancia do Brasil, distribuindo dinheiro aos pobres. Entre lendas fantasiosas a seu respeito, conta-se que grande parte&nbsp; das tradicionais fam\u00edlias mineiras e dos grandes pol\u00edticos foram seus descendentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/Joaquina_do_Pomp\u00e9u.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com a chegada do Padre Leonardo Francisco Palhano, deu-se o in\u00edcio da povoa\u00e7\u00e3o, pois era um sacerdote de alta t\u00eampera, sendo nomeado pelo bispo do Rio de Janeiro, a pedido do conde de Assumar, para Vig\u00e1rio do sert\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco. Houve um mal entendido entre os bispados da Bahia e do Rio de Janeiro, passando a exercer o cargo do sert\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco o padre Ant\u00f4nio Curvelo, nomeado pelo Bispo da Bahia. O padre Curvelo, dizendo ao padre Palhano que todo territ\u00f3rio era sua jurisdi\u00e7\u00e3o, amea\u00e7ou-o de armas em punho, obrigando-o a fugir para outro lugar. O padre amea\u00e7ado, n\u00e3o querendo criar caso entre os bispados, atravessou a bacia do S\u00e3o Francisco e as vertentes do Parana\u00edba. Acreditando estar em terrenos de sua jurisdi\u00e7\u00e3o, Palhano fundou uma capela dedicada a Jo\u00e3o Nepomuceno que, ficando desprotegida, foi destru\u00edda pelos \u00edndios. Este, procurando um lugar seguro, viajou pela \u201cPicada de Goiaz\u201d (caminho de Goi\u00e1s) em 1744. Sendo aventureiro, ele se encontrou um ano mais tarde na expedi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica de Jo\u00e3o Monteiro de Souza que fazia explora\u00e7\u00f5es do Rio Dourados, distanciado de uma l\u00e9gua da cidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O padre Palhano, tendo seguido a expedi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Monteiro de Souza, encontrou no \u00e2mbito do Parana\u00edba as dornas de Catigu\u00e1, fundando uma nova capela dedicada a S\u00e3o Jo\u00e3o Nepomuceno, lugar hoje denominado Bela Vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a ida do Conde de Valadares para Portugal, In\u00e1cio de Oliveira Campos possu\u00eda, conforme invent\u00e1rio da \u00e9poca de sua morte, cerca de 4.000 cabe\u00e7as de gado,&nbsp; que deixou para sua mulher, a c\u00e9lebre Joaquina do Pomp\u00e9u, vulto quase lend\u00e1rio da hist\u00f3ria de Minas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a demarca\u00e7\u00e3o da sesmaria do bebedouro do Salitre, dezesseis anos mais tarde, a regi\u00e3o se incorporou oficialmente \u00e0 Capitania de Goi\u00e1s, transformando o Brumado no povoado de Salitre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/bebedouro2.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte de \u00e1guas sulfurosas Bebedouro de Salitre: Auguste Saint-Hilaire, naturalista franc\u00eas, esteve neste local no ano de 1819. Segundo alguns de seus relatos registrados em sua viagem pelas nascentes do rio S\u00e3o Francisco e Prov\u00edncias de Goi\u00e1s exatamente sobre este local ele diz: &#8220;&#8230; as \u00e1guas minerais chamadas do Salitre. Como as de Arax\u00e1, s\u00e3o do dom\u00ednio p\u00fablico; mas assegura-se que s\u00e3o mais abundantes. Acrescenta-se que as fontes est\u00e3o rodeadas por muros, que a \u00e1gua \u00e9 conduzida para as gamelas onde os animais a bebem&#8230;&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/bebedouro1.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nota-se que as ricas fontes hidrominerais ofereciam alternativa para escassez, na \u00e9poca, do cloreto de s\u00f3dio que \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 vida dos animais por desempenhar papel importante no metabolismo animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1772 foi edificada neste mesmo local, a constru\u00e7\u00e3o de uma casa de ensino prim\u00e1rio, nas imedia\u00e7\u00f5es da Avenida Faria Pereira e do c\u00f3rrego Padre Vicente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1773 alguns forasteiros come\u00e7aram a fixar resid\u00eancia, iniciando o povoado que recebeu o nome de Salitre no local que, em 1798, foi abrangido pela Sesmaria do Esmeril, concedida a Ant\u00f4nio de Queiroz Teles.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1785 a Capitania de Goi\u00e1s demarcou a Sesmaria do Barreiro de Arax\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1789 foi demarcada a Sesmaria do Bebedouro do Salitre.&nbsp; Na hist\u00f3ria do povoamento desta regi\u00e3o, caminhos de busca&nbsp; pelo ouro foram marcados&nbsp; pelo auge e decad\u00eancia&nbsp; do ciclo. Com a&nbsp; posterior escassez do vil&nbsp; metal, houve uma imigra\u00e7\u00e3o&nbsp; que chegou at\u00e9 os Sert\u00f5es da Farinha Podre, onde&nbsp; se dedicava \u00e0 agricultura de subsist\u00eancia ou a cria\u00e7\u00e3o extensiva de gado (ref\u00fagio). Da\u00ed um vertiginoso crescimento econ\u00f4mico, com o estabelecimento de um com\u00e9rcio consider\u00e1vel, abertura de ruas, aumento de casas e fluxo de fam\u00edlias mineiras na regi\u00e3o. Junto ao povoado aglutinou-se a Sesmaria do Esmeril, aumentando a \u00e1rea e a condi\u00e7\u00e3o&nbsp; pol\u00edtico-administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1793 apareceram os primeiros habitantes definitivos de Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>O com\u00e9rcio do arraial se fazia com Ouro Preto, por Paracatu e Diamantina, at\u00e9 que em 1800, foi cedido o terreno para a constru\u00e7\u00e3o de uma capela pelo posseiro Ant\u00f4nio de Queiroz Teles. Um desconhecido abriu ali um estabelecimento de troco das moedas de cobre chamadas \u201cquarentinhas\u201d e rasgou uma estrada de Goi\u00e1s para Ouro Preto, variante mais curta que a estrada real.&nbsp; Da\u00ed come\u00e7ou o desenvolvimento do arraial pela prefer\u00eancia de quantos necessitavam fazer essa longa jornada. Em pouco tempo o arraial Nossa Senhora do Patroc\u00ednio crescia em popula\u00e7\u00e3o e riqueza at\u00e9 que se constitu\u00edsse no pr\u00f3spero munic\u00edpio que \u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1804 surgiu a primeira igreja em Patroc\u00ednio. Os moradores do povoado ergueram uma casa de ora\u00e7\u00e3o sob a prote\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio e registrou-se a \u201cProvis\u00e3o de Licen\u00e7a\u201d, estendendo-se o nome de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio ao arraial do Salitre onde hoje se encontra a atual Igreja Matriz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/matriz1913.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Igreja Matriz Nossa Senhora do Patroc\u00ednio em estilo colonial no ano de 1918.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1807 Salitre passou a ser chamado de arraial Nossa Senhora do Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1816, atrav\u00e9s do alvar\u00e1 do rei Dom Jo\u00e3o VI, a regi\u00e3o dos Sert\u00f5es da Farinha Podre (Tri\u00e2ngulo e Alto Parana\u00edba) retomou \u00e0 capitania de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o administrativa, o distrito foi criado com a denomina\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio, pela resolu\u00e7\u00e3o r\u00e9gia de 22\/09\/1812.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1818 o m\u00e9dico Iohann Emannuel Pohl, da Universidade de Praga, visitou o Arraial e, no ano de 1837, descreveu em seu livro\u201dViagem no Interior do Brasil\u201d, um pernoite na fazenda do Juiz Matias Vieira, surpreendido com a fidalguia e luxo com que foi recebido, sendo aqui um povoado pobre onde existiam negros livres.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/Iohann_Emannuel_Pohl.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1819 o naturalista franc\u00eas Augusto de Saint-Hillaire visitou a regi\u00e3o e relatou em seu livro \u201cViagem \u00e0s Nascentes do Rio S\u00e3o Francisco\u201d que encontrou uma quarentena de casas muito pequenas, constru\u00eddas de barro e madeira, cobertas de telhas e sem reboco. Estas casas, dispostas em duas fileiras, formavam uma alongada pra\u00e7a e no centro foi constru\u00edda uma pequena capela, a de Nossa Senhora&nbsp; do Patroc\u00ednio, tamb\u00e9m de madeira e barro. Patroc\u00ednio era uma sucursal de Arax\u00e1, tendo um vig\u00e1rio encomendado. Como em todos os lugares, as casas que compunham o povoado pertenciam aos fazendeiros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.patrocinio.mg.gov.br\/pm\/images\/historia\/Augusto-de-Saint-Hillaire.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1820 foram doadas&nbsp; pelo fazendeiro Ant\u00f4nio de Queiroz Teles terras da Sesmaria para o patrim\u00f4nio do povoado. Os fazendeiros, naquela \u00e9poca, somente vinham ao arraial nos domingos e dias santos com a finalidade de participar da santa missa, sendo Padre Vicente o primeiro celebrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1822 o arraial foi elevado a Distrito de Ordenan\u00e7as, condi\u00e7\u00e3o administrativa da \u00e9poca para justificar a exist\u00eancia de uma for\u00e7a armada com 40 soldados, cart\u00f3rio e juiz de paz. O arraial foi elevado \u00e0 categoria de Curato em 1829, mantendo&nbsp; o nome de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio, indo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Par\u00f3quia dez anos mais tarde, em 1839.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1833 o Padre Jos\u00e9 Ferreira Estrela foi nomeado capit\u00e3o do Curato e em 07 de janeiro do mesmo ano foi criado o munic\u00edpio de Arax\u00e1, desmembrando-se&nbsp; de Paracatu e&nbsp; tamb\u00e9m de Patroc\u00ednio, passando&nbsp; a cidade 32 anos mais tarde, em 1874. Atrav\u00e9s da Lei Municipal de n\u00ba 114 de 9 de mar\u00e7o de 1839, criou-se a Par\u00f3quia de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio e seu primeiro vig\u00e1rio foi Padre Jos\u00e9 Ferreira Estrela, que aqui trabalhou at\u00e9 25 de mar\u00e7o de 1862.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da Lei Provincial de n\u00ba 171, de 23 de mar\u00e7o de 1840, foi criada a Vila&nbsp; com a denomina\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio,&nbsp; desmembrando-se de Arax\u00e1. Sede na antiga povoa\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio. Constitu\u00eddo do distrito sede, instalado em 07\/04\/1841.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 7 de abril de 1842, foi elevada a vila de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio, tornando-se oficialmente munic\u00edpio, atribuindo ao Capit\u00e3o Francisco Martins Mundim o cargo de Presidente da primeira C\u00e2mara Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve ainda o espetacular ciclo do diamante na hist\u00f3ria brasileira, quando o famoso brilhante Estrela do Sul foi descoberto, em 1852, no distrito Diamantino de Bagagem pertencente a Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 1853 foram assaltados por bandidos os viajantes nas estradas da regi\u00e3o, que trafegavam pedras preciosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 30 de setembro de 1858, Patroc\u00ednio foi desmembrado, sendo criado o munic\u00edpio de Estrela do Sul, incluindo Araguari e Monte Carmelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1860 foi fundada a primeira banda de Patroc\u00ednio pelo m\u00fasico Jos\u00e9 Mar\u00e7al Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vila de Patroc\u00ednio inaugurou o primeiro Cemit\u00e9rio Municipal em 1862, no local onde hoje se encontra o Asilo S\u00e3o Vicente de Paulo. Antes disso os sepultamentos eram feitos nas imedia\u00e7\u00f5es e no adro da Capela Nossa Senhora do Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 29 de fevereiro de 1868 foi criado o Munic\u00edpio de Patos de Minas, desmembrado de Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei provincial n\u00ba1617, de 02\/11\/1869, foi criado o distrito de Serra do Salitre e&nbsp; anexado a vila&nbsp; de Nossa Senhora&nbsp; do Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1870, com grandes festas, o povoado nascente de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio foi reconhecido oficialmente como arraial. Quanto \u00e0 origem do nome da&nbsp; cidade, reza a lenda que havia na regi\u00e3o, onde hoje \u00e9 a cidade de Patroc\u00ednio, um fazendeiro muito rico, que vendo sua filha cair enferma pediu prote\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, prometendo a constru\u00e7\u00e3o de uma capela, caso a mo\u00e7a ficasse curada. Com a gra\u00e7a alcan\u00e7ada, ergueu-se a casa da ora\u00e7\u00e3o, tendo como padroeira Nossa Senhora do Patroc\u00ednio, \u201cque significa prote\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha do nome desta padroeira e do top\u00f4nimo da cidade pode ser explicado pela funda\u00e7\u00e3o da fazenda \u201cBrumado dos Pav\u00f5es, que constitu\u00eda um dos \u201cpatroc\u00ednios\u201d, constru\u00eddos no percurso da picada aberta para Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei provincial de n\u00ba 1670, de 17\/09\/1870, e Lei Estadual n\u00ba2, de 14\/09\/1891, \u00e9 criado o distrito de Coromandel e anexado a Vila de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela Lei provincial de n\u00ba 1699, de 03\/10\/1870, o distrito de Serra do Salitre foi extinto.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Patroc\u00ednio est\u00e1 inserida na conquista do oeste brasileiro, quando as entradas e bandeiras em busca de ouro e \u00edndios promoveram a interioriza\u00e7\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Patroc\u00ednio e toda regi\u00e3o do Tri\u00e2ngulo e Alto Parana\u00edba que pertenciam \u00e0 capitania de Goi\u00e1s, retornaram \u00e0 capitania de Minas Gerais atrav\u00e9s do alvar\u00e1 concedido pelo rei Dom Jo\u00e3o VI.<\/p>\n\n\n\n<p>O paulista Ant\u00f4nio Rangel Juli\u00e3o, o famoso Rangel, instalou na Vila uma pousada destinada aos tropeiros que passavam por ali na dire\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s. A pousada ficava pr\u00f3xima ao c\u00f3rrego de \u00e1guas transparentes que, mais tarde levou o seu nome (hoje, regi\u00e3o da antiga 2\u00aa Cadeia P\u00fablica e in\u00edcio das Ruas Ces\u00e1rio Alvim e Governador Valadares).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais para o final do s\u00e9culo, no grande&nbsp; largo de poucas casas com vastos quintais, tamb\u00e9m surgiu a hospedaria de Eduardo Ribeiro, a casa comercial de Adolfo Pierucetti e a resid\u00eancia de Guilherme Hauffer, que alugava pasto para os animais das tropas dos cometas (viajantes das casas comerciais do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo). Estas s\u00e3o palavras de Dr. Odair de Oliveira em seu discurso quando foi eleito para a Academia Patrocinense de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei provincial n\u00ba 1785, de 22\/09\/1871,&nbsp; e a lei estadual n\u00ba 02 de 14\/09\/1891, foi criado o distrito de Serra do Salitre e anexado \u00e0 Vila de Nossa&nbsp; Senhora do Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1873, no dia 13 de novembro, era elevada \u00e0 categoria de cidade a Vila de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio, conforme a Lei Provincial n\u00ba 1995, florescente munic\u00edpio do oeste&nbsp; de Minas que conservava o mesmo nome, sendo o Agente Executivo Bernardo de Morais Bueno. Sua hist\u00f3ria de povoado e vila foi verdadeiramente cheia de epis\u00f3dios de bravura que, naquela \u00e9poca, j\u00e1 assinalavam nosso povo como dos mais destemidos da regi\u00e3o dos Catigu\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Patroc\u00ednio, desde sua forma\u00e7\u00e3o, foi um munic\u00edpio agropecu\u00e1rio, fabricante&nbsp; de queijo mineiro de primeira qualidade, a\u00e7\u00facar de forma &#8211; a rapadura, a cacha\u00e7a, as farinhas de milho e de mandioca, o polvilho, os fub\u00e1s, arroz, feij\u00e3o, o trigo, o fumo de rolo, caf\u00e9 e exportava o toucinho de rolo, por carros de boi ou em lombo de animais para v\u00e1rias partes das Gerais e de S\u00e3o Paulo, devendo se ressaltar o suprimento de mantimentos que fez para a capital Ouro Preto, no seu per\u00edodo de fome e de mis\u00e9ria. Outra atividade importante e de bom gosto foi a tecedura de panos, em teares, para roupas e colchas de seus moradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o agr\u00edcola e pastoril das mais f\u00e9rteis do Estado, Patroc\u00ednio naquela \u00e9poca j\u00e1 possu\u00eda uma ind\u00fastria pecu\u00e1ria de grande import\u00e2ncia na economia mineira, al\u00e9m de sua riqueza hidromineral, afamada desde os tempos coloniais. A esta\u00e7\u00e3o balne\u00e1ria estava em&nbsp; pleno desenvolvimento no munic\u00edpio, dispondo de confort\u00e1veis hot\u00e9is e termas generosas, iguais \u00e0s de Arax\u00e1 que ficavam bem pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p>Servida pela Rede Mineira de Via\u00e7\u00e3o e excelentes rodovias, ligando a S\u00e3o Paulo e Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade de Patroc\u00ednio estava colocada numa bela colina do sistema da Serra Geral das Vertentes e do grupo da Serra da Canastra.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei provincial n\u00ba 2874, de 20\/09\/1882, e lei estadual n\u00ba 02 14\/09\/1891, foi criado o distrito&nbsp; de Abadia dos Dourados e anexado ao munic\u00edpio de Patroc\u00ednio. \u00c9 importante salientar a instala\u00e7\u00e3o da comarca em Patroc\u00ednio, ocorrida atrav\u00e9s da lei estadual n\u00ba 01 de 13\/11\/1891.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei estadual de n\u00ba 556, de 30\/08\/1911, foi criado o distrito de Cruzeiro da Fortaleza e anexado ao munic\u00edpio de Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro presidente da C\u00e2mara Municipal de Patroc\u00ednio foi o Capit\u00e3o Martins Mundim, que residiu no belo casar\u00e3o da Pra\u00e7a da Matriz,&nbsp; em estilo colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>O centro hist\u00f3rico de Patroc\u00ednio era formado por tr\u00eas pra\u00e7as, cada uma com igrejas que tinham fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, significando a presen\u00e7a de diferentes ordens sociais. Na Pra\u00e7a Largo do Ros\u00e1rio, atual Pra\u00e7a Honorato Borges, havia duas igrejas: a Igreja do Ros\u00e1rio, freq\u00fcentada somente por pessoas da ra\u00e7a negra, constru\u00edda na \u00e9poca da escravid\u00e3o e demolida ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o. Esta igreja foi um marco do racismo e do segregacionismo do s\u00e9culo XIX. E a Igreja de Santa Rita, freq\u00fcentada por pessoas da ra\u00e7a branca, onde hoje fica o antigo pr\u00e9dio do Pal\u00e1cio da Educa\u00e7\u00e3o, de fachada neocl\u00e1ssica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1895 houve um grande tremor de terra na cidade, sendo causa mais prov\u00e1vel&nbsp; o meteorito que caiu na regi\u00e3o do Tejuco. Os moradores chamaram-no de \u201cpedra de raio\u201d que teria cerca de 10 metros&nbsp; de di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a nova divis\u00e3o administrativa, em 1911, o Munic\u00edpio era constitu\u00eddo de 5 distritos: Patroc\u00ednio, Abadia dos Dourados, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza e Serra do Salitre.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 15\/06\/1914 foi instalada a primeira escola de Patroc\u00ednio, o Grupo Escolar Honorato Borges, o qual foi criado em 1912.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 de outubro de 1918 foi inaugurada com muita festa a Estrada de Ferro Goi\u00e1s, depois Rede Mineira de Via\u00e7\u00e3o, que ligava Patroc\u00ednio a Belo Horizonte via Catiara e Ibi\u00e1, sendo o que impulsionou nossa cidade para o progresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos quadros de apura\u00e7\u00e3o do recenseamento geral de 01\/09\/l920, o Munic\u00edpio apareceu constitu\u00eddo de cinco distritos: Patroc\u00ednio, Abadia dos Dourados, Cruzeiro da Fortaleza, Santana de Pouso Alegre do Coromandel (ex-Coromandel) e Serra do Salitre.<\/p>\n\n\n\n<p>A energia el\u00e9trica em Patroc\u00ednio teve in\u00edcio no ano de 1921, mas come\u00e7ou a ser instalada tr\u00eas anos antes, sendo o prefeito ou agente executivo Os\u00f3rio Afonso da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1923, Patroc\u00ednio perdeu os distritos de Coromandel e Abadia dos Dourados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela Lei Estadual n\u00ba 843, de 07\/09\/1923, o munic\u00edpio sofreu as seguintes modifica\u00e7\u00f5es: desmembraram-se do munic\u00edpio de Patroc\u00ednio os distritos de Santana do Pouso Alegre do Coromandel e Abadia dos Dourados, para constituir o novo munic\u00edpio de Coromandel. O distrito de Serra do Salitre tomou o nome de S\u00e3o Sebasti\u00e3o da Serra do Salitre. E ainda criou o distrito de Folhados (ex-povoado de S\u00e3o Sebasti\u00e3o dos Folhados) e anexado ao munic\u00edpio de Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 17 de fevereiro de 1927, foi fundado o Gin\u00e1sio Dom Lustosa, sob a coordena\u00e7\u00e3o do Padre Matias. No per\u00edodo de 1933 a 1957, Patroc\u00ednio recebeu os padres holandeses que fundaram o Gin\u00e1sio Dom Lustosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1928 foi inaugurado o Edif\u00edcio do F\u00f3rum e logo depois foi a inaugura\u00e7\u00e3o da nova Cadeia P\u00fablica na Pra\u00e7a Tiradentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi no ano de 1930 que o munic\u00edpio, como todos de Minas, passou a ser administrado por prefeito, em substitui\u00e7\u00e3o ao agente executivo, que era tamb\u00e9m o presidente da C\u00e2mara Municipal. O primeiro prefeito foi Francisco Batista de Matos e o \u00faltimo foi o jornalista Jo\u00e3o Pereira de Melo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1930, na regi\u00e3o de Dourados, foi instalada a segunda usina Hidrel\u00e9trica de Patroc\u00ednio com 150 HP (a primeira tinha 50 HP) com o nome de Ribeir\u00e3o Jos\u00e9 Pedro. A fraca energia el\u00e9trica da cidade vinha dessas usinas, que operaram at\u00e9 1961, quando chegou a CEMIG.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1933 foi fundado o Instituto B\u00edblico Eduardo Lane, vinculado \u00e0 Igreja Presbiteriana, sendo prefeito municipal Hon\u00f3rio Pereira de Abreu.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1933, o munic\u00edpio era constitu\u00eddo de quatro distritos: Patroc\u00ednio, Cruzeiro da Fortaleza, Folhados e S\u00e3o Sebasti\u00e3o da Serra do Salitre (ex-Salitre), assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 31\/12\/1936 e 31\/12\/1937.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1936 foi inaugurada a nova Igreja Matriz, a velha tinha duas torres e nesta mesma data Dr. Luciano F. Silva passou a ser o presidente da C\u00e2mara Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo decreto-lei estadual n\u00ba 148 de 17\/12\/1938, o distrito de S\u00e3o Sebasti\u00e3o da Serra do Salitre tomou o nome de Serra do Salitre. No quadro fixado para vigorar no per\u00edodo de 1939-1943, o Munic\u00edpio era constitu\u00eddo de quatro distritos: Patroc\u00ednio, Cruzeiro da Fortaleza, Folhados e Serra do Salitre (ex- S\u00e3o Sebasti\u00e3o da Serra do Salitre), assim permanecendo no quando fixado para vigorar no per\u00edodo de 1944 a 1948).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 07 de abril de 1942, na festa do primeiro centen\u00e1rio de nossa cidade foi erguido no Largo do Ros\u00e1rio, hoje&nbsp; Pra\u00e7a Honorato Borges, um obelisco onde estava gravado em&nbsp; resumo a hist\u00f3ria do velho burgo pela pena do historiador de Patroc\u00ednio \u2013 Joaquim Carlos dos Santos,&nbsp;&nbsp; o qual dedicou com afinco sua vida inteira nas pesquisas hist\u00f3ricas, a percorrer as origens de sua terra ber\u00e7o, a perlustrar os sombrios corredores da Hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Governador Dr. Benedito Valadares Ribeiro visitou Patroc\u00ednio em 1944, na \u00e9poca da guerra e trouxe muitos benef\u00edcios para a nossa cidade dos quais podemos destacar o cancelamento da d\u00edvida flutuante, amplia\u00e7\u00e3o do Grupo Escolar Honorato Borges, a Pra\u00e7a de Esportes e Santa Casa de Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei n\u00ba 336, de 27\/12\/1948, o distrito de Folhados passou a denominar-se&nbsp; Silvano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em divis\u00e3o territorial datada de 01\/07\/1950, o munic\u00edpio era constitu\u00eddo de quatro distritos: Patroc\u00ednio, Cruzeiro da Fortaleza, Silvano (ex-Folhados) e Serra do Salitre.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1950 Juscelino Kubitschek de Oliveira visitou Patroc\u00ednio pela primeira vez em campanha eleitoral para governador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 03 de fevereiro de 1952, \u00e0s l5 horas, foi inaugurada a Esta\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria \u201cAlberto Brugger\u201d,&nbsp; denomina\u00e7\u00e3o dada para perpetuar o nome de um desbravador audaz e patriota que rasgou, no Brasil Central as nossas primeiras rodovias.<\/p>\n\n\n\n<p>Patroc\u00ednio recebeu em 12 de novembro de 1952, \u00e0s 16 horas uma das visitas mais importantes de sua hist\u00f3ria, Governador Juscelino Kubitschek de Oliveira, juntamente com sua comitiva composta por Jos\u00e9 Morais, jornalista, Major Afonso Eleodoro, chefe da Casa Governador, fot\u00f3grafo, cinegrafista e aviadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi inaugurado neste dia o Posto de Puericultura \u201cSara Kubitschek\u201d, onde falaram a professora Geralda Pereira, diretora&nbsp; do Grupo Escolar Honorato Borges e o Dr. Gustavo Machado, diretor do posto.<\/p>\n\n\n\n<p>O governador Juscelino prometeu fazer o que fosse poss\u00edvel para resolver a angustiosa situa\u00e7\u00e3o da luz el\u00e9trica em nosso munic\u00edpio e dentro do prazo de um ano construiu a usina de 600 cavalos para fornecimento de luz.<\/p>\n\n\n\n<p>A visita de Juscelino Kubitschek foi momento \u00edmpar na vida pol\u00edtica, administrativa e social de Patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei n\u00ba 1039, de 12\/12\/1953, foram criados os distritos de Brejo Bonito e S\u00e3o Jo\u00e3o da Serra negra, ambos ex-povoados e anexados&nbsp; ao munic\u00edpio de Patroc\u00ednio. Pela mesma lei desmembrou-se do munic\u00edpio de Patroc\u00ednio o distrito de Serra do Salitre,&nbsp; elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em divis\u00e3o territorial datada de 01\/07\/1955, o munic\u00edpio era constitu\u00eddo de cinco distritos: Patroc\u00ednio, Brejo Bonito, Cruzeiro da Fortaleza, S\u00e3o Jo\u00e3o da Serra Negra e Silvano, assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 01\/07\/1960.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela Lei Estadual n\u00ba 2764, de 30\/12\/1962, foram criados os distritos de Salitre de Minas e Santa Luzia dos Barros e anexados ao munic\u00edpio de Patroc\u00ednio. Pela mesma Lei Estadual desmembraram-se do munic\u00edpio de Patroc\u00ednio os distritos de Cruzeiro da Fortaleza e Brejo Bonito para constituir o novo munic\u00edpio de Cruzeiro da Fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em divis\u00e3o territorial de 31\/12\/1963, o munic\u00edpio era constitu\u00eddo de cinco distritos: Patroc\u00ednio, Salitre de Minas, Santa Luzia dos Barros, S\u00e3o Jo\u00e3o da Serra Negra e Silvano, assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros registros da conquista do nosso territ\u00f3rio aconteceram no ano de 1668, quando o bando de Louren\u00e7o Castanho Taques, alcan\u00e7ou&nbsp; o planalto do Catigu\u00e1, nome dado pelos negros&nbsp; e \u00edndios ao local onde hoje se ergue nossa cidade, Patroc\u00ednio. 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